Pesquisa da Universia descobre que profissionais iberoamericanos querem trabalhar na Europa

No fim de abril, a rede Universia publicou o resultado de uma pesquisa de opinião sobre “emprego” realizada com 8.664 pessoas dos seguintes países iberoamericanos: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, Portugal, México, Peru, Porto Rico e Uruguai. A intenção era avaliar o tema, dentro do contexto de mobilidade internacional.

Os resultados da pesquisa apontaram que a maioria dos participantes (45%) considera que existem mais oportunidades de trabalho fora do seu país de origem, enquanto apenas 16% enxergam mais oportunidades dentro do seu próprio país. Do total ainda, 39% das pessoas opinaram que as oportunidades dentro e fora do país são iguais.

Latino americanos se veem trabalhando em suas áreas, dentro do próprio país, a curto prazo, mas gostariam de trabalhar na Europa ou Estados Unidos

Latino americanos se veem trabalhando em suas áreas, dentro do próprio país, a curto prazo, mas gostariam de trabalhar na Europa ou Estados Unidos

Países desejados

Os participantes foram também questionados sobre qual país escolheriam para trabalhar, caso pudessem trabalhar fora do país. Sem muitas surpresas, a maior parte dos pesquisados (47%) indicou a Europa, enquanto a América do Norte ficou em segundo lugar, com 20% das escolhas. Em terceiro, a América do Sul veio como opção, com 17%. Poucos entretanto escolheriam trabalhar em novos mercados, com apenas 1% citando a África como uma opção.

De acordo com a pesquisa, as cinco nações preferidas dos iberoamericanos para trabalhar são em ordem de preferência: Espanha, Estados Unidos, Itália, França e Reino Unido. Apesar da economia espanhola ainda em baixa, a escolha também não é exatamente uma surpresa, devido a falta de fluência em outras línguas estrangeiras e a similaridade com o espanhol (ou no caso de outros países que não o Brasil, a própria fluência na língua).

Europa é o local mais desejado, mas Espanha é o que mais atrai, talvez devido à língua, já que a economia não é tão atrativa.

Europa é o local mais desejado, mas Espanha é o que mais atrai, talvez devido à língua, já que a economia não é tão atrativa.

Trabalho qualificado

Apesar de muitos verem o mercado de trabalho externo melhor do que o de seu próprio país, um ponto positivo emergiu das respostas: 48% dos entrevistados se enxergam, a curto prazo, trabalhando com algo relacionado aos seus estudos no próprio país. Outros 19% projetam seu futuro trabalhando fora do seu país, mas também com algo relacionado ao que estudaram.

Já apenas 18% afirmam que devem trabalhar em seu próprio país, mas em uma área não relacionada à sua formação acadêmica. Outros 15% consideram trabalhar futuramente fora de seu local de origem, mas com algo que não esteja relacionado aos seus estudos.

Tanto no Brasil como em todos os países iberoamericanos que participaram da pesquisa, os profissionais se vêem trabalhando em grande parte em suas áreas de conhecimento, em seus próprios países. Ainda que em curto prazo.

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