5 Mulheres Líderes na História dos Negócios

Com a proximidade do dia das mães, é inevitável refletirmos sobre o papel delas em nossas vidas. Também é fácil identificar a imensa capacidade destas mulheres na liderança – do lar, da família e também, no caso de muitas, dos negócios. Apesar da tradição empresarial de liderança masculina, muitas mulheres têm tomado cada vez mais a frente no cenário corporativo. E isto se apresenta mesmo em altos cargos. É o caso de Cathy Engelbert, a primeira mulher CEO dos Estados Unidos da Deloitte; Mary Barra, CEO da General Motors; Indra Nooyi, CEO da PepsiCo.

Na última pesquisa do IBGE, de 2010, mulheres ocupam atividades na administração pública e serviços domésticos; algo a ser mudado.

Na última pesquisa do IBGE, de 2010, mulheres ocupam atividades na administração pública e serviços domésticos; algo a ser mudado.

Obviamente há muito ainda a ser feito para que mulheres e homens tenham as mesmas oportunidades nos maiores conglomerados econômicos mundiais. Entretanto, segundo a revista Forbes, há mais mulheres que nunca entre os 500 CEOs mais importantes do mundo: são 25 (5%) delas. Estas mulheres superpoderosas não são exatamente uma novidade em nossa sociedade, sendo que a faraó Hatsheput, por exemplo, governou o Egito por 20 anos, no século XIV A.C.

Na sociedade moderna, foi somente em 1960 que uma mulher encabeçou um governo de estado, com Sirimavo Bandaranaike eleita primeira ministra do Sri Lanka (na época, Ceylon), seguida por Margaret Thatcher (Reino Unido), Angela Merkel (Alemanha) e a ganhadora do prêmio Novel Ellen Johnson Sirleaf (Liberia).

Mas não é só no governo de estados que as mulheres líderes tiveram um profundo impacto; líderes mulheres também foram muito importantes no mundo dos negócios. E aqui segue uma lista com 5 mulheres importantíssimas no mundo corporativo do último século:

Madam CJ Walker

Madam CJ Walker era filha de escravos libertados e viu em sua comunidade uma boa oportunidade de produtos de beleza.

Madam CJ Walker era filha de escravos libertados e viu em sua comunidade uma boa oportunidade de produtos de beleza.

No momento de sua morte em 1919, Madam CJ Walker (nascida em 1867 com nome de Sarah Breedlove) foi relembrada como a primeira mulher a se tornar milionária nos Estados Unidos por seu próprio esforço. Embora este fato tenha sido questionado, com sua fortuna sendo reavaliada para uma quantia menor que os 7 dígitos,  isto não diminui seu sucesso como uma empreendedora.

A fortuna de Madam CJ Walker veio dos cosméticos, mais especificamente, de uma variedade de produtos para cuidados com o cabelo destinados a afro-americanas. Sua inspiração surgiu enquanto ela trabalhava para outra empresa de cosméticos, tendo ela mesmo sofrido com irritação do escalpo e perdido cabelo. Começando a vender seus produtos manualmente, o sucesso de suas ações lhe permitiu seguir para a produção em escala industrial e a treinar outras pessoas para as vendas de porta em porta.

Depois de se instalar em Harlem, Walker também foi uma filantropista generosa, estabelecendo um precedente para as líderes do sexo feminino, doando dinheiro para projetos de desenvolvimento dos afro-americanos e para a construção do Indianapolis YMCA.

Helena Rubinstein

Helena Rubstein teve suas primeiras lojas em Paris e Londres. Londres atualmente não tem nenhuma das lojas da marca!

Helena Rubstein tentou convencer Picasso a fazer um retrato seu, esperando os desenhos dele por 12 anos. A obra nunca foi terminada.

Reconhecida frequentemente como uma mulher responsável ela mesma por se tornar milionária, Helena Rubinstein (nascido Chaya Rubenstein) também fez sua fortuna na indústria dos cosméticos. Nascido na Polônia em 1872, emigrou para a Austrália não muito tempo depois da virada do século, chamando a atenção dos moradores por seu estilo europeu distinto.

Depois ter dado o estoque de cremes de beleza que trouxe consigo, ela começou a misturar seus próprios cremes – um empreendimento que provou ser tão bem sucedido que ela acabou abrindo uma loja em Londres e Paris, antes de se mudar para Nova Iorque depois da eclosão da Primeira Guerra Mundial.

Nos Estados Unidos, ela tornou-se um enorme sucesso e conselheira das estrelas de Hollywood em 1920, quando a técnica do close-up atribuiu grande importância à uma boa maquiagem.

Contudo, ela não era popular com todos e sua intensa rivalidade com Elizabeth Arden (de nome Florence Nightingale Graham) é bem documentada; rivalidade esta impulsionada tanto por suas semelhanças quanto suas diferenças. Há também a história de que uma vez ela expulsou o escritor Marcel Proust de uma festa porque ele cheirava naftalina!

Estée Lauder

Quando criança Estee queria ser atriz para ter seu nome em meio às luzes, rodeada de flores e homens bonitos.

Quando criança Estee queria ser atriz para ter seu nome em meio às luzes, rodeada de flores e homens bonitos.

Quando Anthony J Mayo e Nitin Nohria compilaram uma lista dos maiores líderes empresariais do século XX, em 2005, nomearam controversamente apenas uma mulher. Esta mesma mulher era a única presença feminina no ranking dos gênios de negócios mais influentes do século XX publicado pela Time de 1998.

Apesar de retratarem o quão “machista” o mundo corporativo era, estas listas também servem para destacar o quão importante foram as conquistas desta mulher em questão: Estée Lauder (nascida Josephine Esther Mentzer). Fascinada, em sua juventude, pelos produtos de beleza de um tio químico, Estée Lauder começou a vendê-los primeiro a seus amigos. Em seguida, conseguiu um espaço no salão de um cabeleireiro, que havia comentado o quão a sua pele era saudável.

Com sua mente empreendedora, Estée Lauder passou a desenvolver sua própria fragrância – um óleo perfumado para banho chamado “Youth Dew”, que veio a vender em milhões. Junto a outros produtos seus, das marcas Aramis e Clinique, os cosméticos fizeram Estée Lauder uma bilionária, rendendo-lhe uma Medalha Presidencial da Liberdade.

Katharine Graham

Katharine Graham assumiu o posto de diretora do Washington Post depois que seu marido, maníaco depressivo, se matou, depois de traí-la. Ela estava em casa e escutou o tiro do revolver.

Katharine Graham assumiu o posto de diretora do Washington Post depois que seu marido, maníaco depressivo, se matou, depois de traí-la. Ela estava em casa e escutou o tiro do revolver.

Katherine Meyer Graham foi a primeira CEO do sexo feminino de uma empresa da Fortune 500, assumindo a direção do Washington Post em 1972 depois de servir como editora desde 1969. Ela já atuava nas tarefas de CEO mesmo antes, desde 1963, mas só depois do suicídio de seu marido Phillip é que assumiu a posição (antes de Phillip, o pai de Katharine, Eugene Meyer, quem controlava o conglomerado).

Durante o escândalo de Watergate, Katherine estava no comando do Washington Post, liderando o jornal em sua cobertura corajosa dos fatos, cujo papel foi fundamental na renúncia de Richard Nixon.

Em 1997, ganhou um prêmio Pulitzer por sua autobiografia “Personal History”, que entre outras coisas detalhava as dificuldades que encontrou por ser uma líder do sexo feminino. Também foi homenageada no Baile de Máscaras em Preto e Branco, de Truman Capote, em 1966 e tinha entre seus amigos próximos os Kennedys e os Reagans.

Anita Roddick

A primeira loja da Body Shop foi pintada de verde, devido às infitrações na parede, e acabaram sendo a marca da loja

A primeira loja da Body Shop foi pintada de verde, devido às infitrações na parede, e acabaram sendo a marca da loja

Fundadora da empresa de cosméticos Body Shop, Anita Roddick é tão conhecida por sua defesa de causas ambientais e de direitos humanos como por seus negócios. Inclusive, a Body Shop foi pioneira tanto na proibição de testes de produtos em animais como na adoção de práticas de comércio justo.

Em meados dos anos 70, ela criou a The Body Shop para proporcionar renda para suas duas filhas, enquanto o marido viajava. Aquela não era sua primeira incursão no mundo dos negócios, já que ela e o marido Gordon tinham aberto um restaurante e hotel em sua cidade natal, Littlehampton- Inglaterra.

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