Conheça 6 países em que é possível estudar de graça (ou quase)

Estudar fora é o sonho de muitos brasileiros, mas nem sempre o projeto é levado adiante devido a fatores financeiros. Isto porque muitos destes estudantes em potencial priorizam destinos como Canadá, Estados Unidos e Inglaterra, de acordo com a Associação Brasileira de Organizadores de Viagens Internacionais e Culturais (Belta). Tais países representam um alto custo tanto nas mensalidades de seus cursos, como no custo de vida.

Por isso, o site Estudar Fora listou 6 países menos tradicionais, em que é possível estudar de graça (ou quase):

  1. Alemanha
Universidades públicas alemãs não cobram mensalidade

Universidades públicas alemãs não cobram mensalidade

Não se deixe intimidar, caso você não fale alemão. A Alemanha tem inúmeras universidades públicas mundialmente reconhecidas, algumas com financiamento do governo para serem consideradas de excelência, e é possível estudar no país sem falar uma única palavra de alemão. São 900 cursos de graduação e pós-graduação exclusivamente em inglês, com opções que vão de engenharia a ciências sociais.

Além disso, não há mensalidade na universidade, ou seja, você pode estudar DE GRAÇA!

No entanto, para isto, você tem que comprovar que tem condições de se sustentar. Ou seja, o curso é de graça, mas você precisa ter dinheiro para despesas pessoais (moradia, alimentação, transporte, etc.).

Universitários podem trabalhar até 180 dias por ano (se o trabalho for meio-período) ou 90 dias, se for tempo integral. Agora, se você for para a Alemanha estudar algum idioma, a permissão de trabalho é para 90 dias.

Para saber mais sobre os cursos, veja o site do DAAD (German Academic Exchange Service), o Higher Education Compass  ou o site do Ciência sem Fronteiras (CsF) na Alemanha.

  1. Suécia
Programas de mestrado na Suécia nãocobram mensalidade, mas o aluno deve provar que consegue manter no país

Programas de mestrado na Suécia nãocobram mensalidade, mas o aluno deve provar que consegue manter no país

A Suécia conta com mais de 900 programas em inglês, de 35 diferentes universidades de todo o país, onde o estudante paga somente a taxa de matrícula. (programas de doutorado são isentos).

O país permite ainda que estudantes universitários trabalhem para custear seus estudos e mais informações sobre estudar no país podem ser encotnradas no site da Embaixada Sueca no Brasil.

Além disso, quaisquer dúvidas sobre cursos, bolsas de estudo e a vida estudantil no país, podem ser encontradas no site em inglês do Governo Sueco.

  1. Finlândia
A capilta da Finlandia, Helsinki

A capilta da Finlandia, Helsinki

A Finlândia é outro país do norte europeu que também não cobra mensalidades dos cursos de graduação e pós-graduação, além de não cobrar matrículas. São inúmeras opções de cursos em inglês, mas o governo exige que os estudantes internacionais interessados em estudar no país comprovem que tenham como cobrir suas despesas pessoais.

A Finlândia permite que universitários trabalhem por até 25 horas semanais e cerca de 87% dos estudantes conseguem emprego, de acordo com dados da Universia. Para mais informações sobre os cursos e bolsas, acesse o site do Governo Finlandês em inglês e o da embaixada da Finlândia, em português).

  1. França
Na França, as mensalidades são acessíveis.

Na França, as mensalidades são acessíveis.

Os cursos de graduação em inglês na França são geralmente particulares e caros, mas diversos cursos de pós-graduação são formatados exclusivamente para estudantes de língua inglesa. Caso a sua opção seja por programas em francês de universidades públicas, uma pequena mensalidade é cobrada (cerca de 200 dólares) e os estudantes podem rabalhar até 17 horas semanais no país.

Segundo dados do Ministério do Trabalho francês, o estudante internacional recebe, em média, cerca de 500 euros por mês, o que cobre a mensalidade e parte dos custos.

Para mais informações sobre estudar na França, clique AQUI. No site campus France Brasil, da agência oficial de promoção do ensino superior Francês, há informações em português.

  1. Noruega
Noruega tem mensalidades subsidiadas, mas o custo de vida é alto.

Noruega tem mensalidades subsidiadas, mas o custo de vida é alto.

Assim como a Suércia e a Finlândia, as universidades norueguesas não cobram mensalidades para estudantes internacionais. A vantagem é que o sistema de ensino superior norueguês prioriza turmas pequenas e, assim como os outros dois países da península norte, há programas ministrados totalmente em inglês.

Apesar dos cursos serem gratuitos, o custo de vida no país é bastante alto e você deve comprovar que pode viver lá durante os seus estudos. No entanto, a Noruega permite que alunos universitários trabalhem paralelamente aos estudos. Informações sobre estudos na Noruega voltados para estudantes internacionais, podem ser obtidos no site Study in Norway,  inclusive sobre bolsas de estudo. 

  1. Eslovênia
Lago Bled, na Eslovênia: mensalidades baratas, belo país.

Lago Bled, na Eslovênia: mensalidades baratas, belo país.

A Eslovênia não é um destino muito popular entre os estudantes de pós-graduação, mas o país situado entre a Itália e a Croácia oferece cerca de 150 programas totalmente em inglês. Os estudantes internacionais pagam apenas uma taxa de inscrição simbólica, no ato da matrícula, mas há mensalidades, embora menores que de outros países.

Para saber mais sobre os cursos e a vida em Slovenia, veja o site do Governo ou o site de Informações para Estrangeiros.

Matéria escrita por Carolina Campos

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4 comentários sobre “Conheça 6 países em que é possível estudar de graça (ou quase)

  1. Muito bom artigo, aqui vão mais algumas dicas (experiência própria) :

    1) Vantagens de se estudar em inglês
    2) Mais informações sobre a França
    3) Mais informações sobre a Finlandia
    4) Outros paises Europeus para Europeus

    Lá vamos nois :

    1) A vantagem de se ter um diploma de um curso onde a língua de ensino é o inglês é que depois não é mais preciso passar o TOFEL ou equivalente!

    2) Na França os cursos de graduação e mestrado em francês tem apenas uma taixa anual muito baixa, alem de oferecerem seguro social (e de saúde) para todos os estudantes, inclusive os internacionais. O processo pelo Campus France é bem burocrático e tem provas de francês e entrevista para verificar as intenções do candidato. Depois do diploma a maioria dos estudantes devem retornar ao seu país de origem.

    3) Na Finlândia, os cursos e a saúde pública são gratuitos. Mas o candidato precisa falar bem inglês, A língua é as vezes um obstáculo, só que as universidades dão cursos de lingua de graça. A Finlandia está também tentando integrar os estudantes imigrantes à sociedade. Essa integração é a longo prazo e a Finlandia espera que parte dos estudantes fique para morar e trabalhar no país. E por último, após 4 anos morando na Finlândia se pode pedir nacionalidade. Para isso é preciso passar uma prova de língua. Dica: existem 3 linguas officiais na Finlandia : o Sami (que nimguém alem dos Samis falam), o Finlandês (uma das linguas mais diffíceis de mundo – mas é possível aprender sim e 4 anos é tempo de sobra para isso) e o SUECO. O sueco, alem de ser falado também na Suécia, é uma lingua mais fácil de se aprender e é aceita como lingua na prova para se obter a nacionalidade Finlandesa. A nacionalidade Finlandesa dá cidadania europeia e nordica. O que facilita a estadia e a imigração para outros paises da União Europeia e para os outros países norte-europeus.

    4) Para os que tem cidadania europeia, vários países oferecem educação gratuita. Por exemplo a Dinamarca.

  2. Desde quando estudar na Suécia é de graça? Até onde eu sei só cursos PhD são tuition-free. Se puder postar mais informações será de grande ajuda.

    • Oi Renata,

      Você tem razão parcial nisto. Os programas de Mestrado Internacional não estão seguindo os mesmos parâmetros da Finlândia, por exemplo. Antigamente (até 2010), todos os países nórdicos tinham programas de Mestrados Internacionais gratuitos (não em todas as universidades… tenho um amigo que foi estudar Jyvaskyla, bem ao norte da Finlandia, por causa da oportunidade!!!). A única coisa é que você tinha que comprovar que era possível se manter lá, o que já era uma baita grana, porque os países nórdicos são caros.

      No entanto, desde 2010, esta regra mudou e o governo Sueco agora oferece bolsas para suas instituições. O lado bom é que as bolsas pagam os custos de moradia também, além das mensalidades. O lado ruim é que você tem que fazer o processo de aplicação, como em qualquer outra universidade, e concorrer para a bolsa (se bem que para o Mestrado Internacional, você também tinha que passar pelo processo de preencher formulário, traduzir documentos, etc, etc). Uma outra vantagem destas bolsas é que elas vêm do próprio governo Sueco – e não são dependentes de Ciências sem fronteiras ou Capes.

      Dá uma olhadinha neste link aqui, são cursos gratuitos não só de PhD: http://www.scholars4dev.com/6599/scholarships-in-sweden-for-international-students/

      E neste aqui tem a lista de instituições que oferecem bolsas nestes países: http://www.scholars4dev.com/4031/list-of-european-countries-with-tuition-freelow-tuition-universities-colleges/

      Seguindo sua pergunta, acho que quando eu tiver mais tempo, vou fazer um post só sobre as oportunidades nos países nórdicos… Quem sabe, ajuda mais. 😉

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