Educação Continuada: Brasil ou exterior?- by Vinícius da Guarda Vieira

EDUCACAO

Você, recém-formado no seu curso de graduação, também possui esta dúvida? Pode parecer
que não, mas ela é muito comum e, baseado nisto, é extremamente interessante que
avaliamos todos os pontos para uma boa escolha.
O sistema de educação hoje em nosso país é extremamente decadente. Quem nunca ouviu
dizer que a educação pública no Brasil era referência nas décadas de 50, 60 e 70? Pois bem, a
diminuição proporcional dos investimentos em relação ao PIB fez com que o nosso sistema
público de educação se degradasse consideravelmente com o tempo. Não é incomum
observamos nos meios de comunicação casos graves de violência, falta de estrutura e
narcotraficantes a frequentar o ambiente estudantil. Mas você deve estar se perguntando do
porque de mencionar este assunto? Simples, caros amigos: essa geração que enfrentou estes
problemas em sua educação de base na década de 80/90 é a que está frequentando as
universidades brasileiras atualmente. Infelizmente, um problema não solucionado no passado
que tem e terá os seus efeitos no presente e futuro.
Ciente do problema e necessitando criar medidas que evitassem um colapso educacional no
país, o governo federal brasileiro elaborou uma série de medidas na perspectiva de equacionar
a conta. Os exames estudantis (vestibulares) não permitiriam a ascensão do jovem estudante
de escola pública e, assim, como estes são a grande maioria do país, um grande problema seria
desencadeado: sobrariam vagas e faltariam estudantes qualificados nas universidades. Como
fazer? O Governo agiu e foi criado o sistema de cotas, Pró-UNI, SISU, ENEM,…. E mais outras
sopas de letrinhas…
Mas seria só este o problema? O pior que não! Ressalvadas raras exceções, a educação nas
escolas particulares também não apresenta os mesmo índices do passado. Mas convenhamos,
a culpa não é somente da escola. Antes, quando o professor determinava aos alunos alguma
tarefa de pesquisa para casa, esses deviam pesquisar realmente, ler, buscar alguma biblioteca,
procurar artigos ou livros que ilustrassem o assunto. Dava trabalho! Perguntem aos seus pais!
Hoje, qualquer criança digita o assunto no site da Google e com um simples CTRL + C e CTRL +
V cria uma pesquisa detalhada com um tempo estimado de impressionantes dois minutos. Soa
até engraçado e imagino a reação dos pais ao observar isso. Mas, caso não seja bem regulado
pelos responsáveis, o excesso de disponibilidade de informação pelo uso dessas ferramentas
(que são valiosas e devem ser bem utilizadas e exploradas) cria uma geração preguiçosa. E aí
está o grande problema!
O nosso governo criou as suas medidas para resolver os seus problemas e, consequentemente,
as grandes empresas criaram as suas contra medidas. Desta forma, as portas de fecharam… Ou
ainda não repararam a quantidade crescente de estrangeiros ocupando cargos nas
companhias brasileiras? Infelizmente, com um cenário cada vez mais globalizado, é natural que
esta medida seja adotada. Outra ação evidente é a preferência velada pelos jovens formados
em centros educacionais privados específicos e, por sinal, bem caros. Porém, mesmo assim,
isto não é garantia de sucesso. Então, como competir com um estrangeiro formado em um grande centro americano ou europeu? Se você pensa em ser um profissional de sucesso e
relativamente bem-sucedido, não há outra solução: considere a opção e estudar no exterior.
Entretanto, as informações sobre as possibilidades de estudar fora do país não são facilmente
encontradas e, como sugestão, eu os aconselharia a frequentar algum evento específico que
promova e divulgue as facilidades. Acredite, são muitas e vocês irão se surpreender como eu
me surpreendi.
No ano passado compareci ao evento da empresa QS Top MBA Connect 121 em São Paulo.
Com a vontade de descobrir essas informações “ocultas” e observar quais eram as minhas
possibilidades, vivenciei uma agradável experiência e troquei inúmeras informações com
recrutadores e estudantes internacionais ao ponto de decidir cursar em 2014. Mas, uma
consideração deve ser destacada: foi nítida a percepção de que há uma grande predisposição
das escolas internacionais em admitir estudantes brasileiros: bolsas, condições vantajosas de
acomodação, pagamento e uma série de vantagens foram oferecidas a diversos profissionais
de modo a facilitar ainda mais o acesso ao estudante brasileiro. Portanto, acredita o que
comparecer a um evento deste porte para sanar suas próprias dúvidas e tirar suas próprias
conclusões é vital neste processo de escolha. Como experiência, indico o próximo evento da
mesma empresa a ser realizado no Rio de Janeiro, no dia 16 de setembro. Acessem o site
ou a página do facebook. Lá você encontrará
todas as informações necessárias sobre o evento e de como participar. Boa sorte em suas
escolhas!
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2 comentários sobre “Educação Continuada: Brasil ou exterior?- by Vinícius da Guarda Vieira

  1. Cara você falou muita bobagem nesse seu artigo! A educação no Brasil está péssima porque o governo não investe em uma educação de “base”. Ao contrário do que você disse, o governo gasta rios de dinheiro com a USP e outras Universidades, sem falar nesse projeto ciência sem fronteira. Vivemos em um governo assistencialista aonde existem bolsas de todo tipo de coisa como bolsa crack, bolsa prostituição entre outras. A questão dos alunos usarem o CTRL + C e o CTRL + V não veio da internet e sim pela falta de preparação e alfabetização digital. Resumindo! Fazer universidade é para quem tem tempo, porque exige dedicação, disciplina, interesse e condições financeiras para ter dedicação total aos estudos. O que não é o caso dos brasileiros.

  2. Prezado Leonardo, primeiramente gostaria de agradecer e dizer que é uma grande satisfação poder responder o seu comentário. Críticas construtivas serão sempre bem vindas. Mas, permita-me discordar concordando com você? Após ler todo o eu comentário evidenciei a necessidade de ressaltar aquilo que postei. Quando eu mencionei “O sistema de educação hoje em nosso país é extremamente decadente. Quem nunca …as universidades brasileiras atualmente.” refiro-me justamente a educação de base, o famoso primeiro e segundo graus. Neste ponto nosso pensamento está em completa sintonia. Como ressaltei, a diminuição constante de investimentos e outros problemas que já sabemos – corrupção – são o fator preponderante para a situação que vivenciamos hoje. E, para equacionar o problema, pois a maioria dos estudantes brasileiros frequentam as escolas públicas, o Governo Federal elaborou uma série de programas assistencialistas no intuito de permitir o acesso deste estudante a uma universidade pública, conforme citado. Quando mencionei isto, a intenção era relatar tal fato para elucidar a consequência: a degradação da qualidade do ensino nas universidades públicas e atuação preferencial das grandes empresas no processo de seleção. Quanto ao analfabetismo digital concordo plenamente com o seu comentário, porém acredito, comparando como outros países emergentes em condição de igualdade econômica com o Brasil, que esta seria função do Estado e parte integrante da educação de base. Mas, na falta deste não poderíamos eximir os pais da responsabilidade de regular e doutrinar os filhos quanto ao uso acadêmico desta poderosa ferramenta. Espero que com este comentário tenha conseguido saudar as dúvidas e elucidar a sintonia dos comentários. Até breve!

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